TRATAMENTO

Soluções terapêuticas que melhoram o prognóstico do cancro da próstata

A evolução científica tem alargado o conjunto de respostas terapêuticas no campo da oncologia e o cancro da próstata não é exceção. Atualmente, o leque de soluções de tratamento é alargado e adapta-se ao estadio da doença e à evolução do quadro clínico do doente.

Em termos gerais, pode dizer-se que as opções de tratamento do cancro da próstata se dividem em três grandes grupos: observação, tratamentos radicais e tratamentos complementares.

Por observação entende-se a adoção de uma atitude conservadora, na qual apenas se faz o seguimento da evolução do tumor. Esta vigilância ativa do desenvolvimento da doença só é possível quando o tumor é diagnosticado em fases precoces, tem uma dimensão pequena e está localizado apenas na próstata, o doente está assintomático e o tipo de tumor é de crescimento lento e pouco agressivo.

No grupo dos tratamentos radicais encontram-se a cirurgia, a radioterapia e a crioterapia. As opções cirúrgicas para tratar o cancro da próstata consistem na remoção da totalidade da glândula prostática, a prostatectomia, que pode ser realizada por procedimentos mais invasivos e clássicos – como a cirurgia aberta, cada vez menos utilizada – ou por técnicas cirúrgicas mais recentes e menos invasivas, como a cirurgia robótica ou a cirurgia laparoscópica. Estas opções usam componentes robóticos e técnicas que aumentam a segurança do procedimento e reduzem o tempo de recuperação do doente.

A radioterapia também faz parte destas opções terapêuticas mais radicais, podendo ser usada em vez da cirurgia ou após o ato cirúrgico. Existem dois tipos de radioterapia: a externa, em que as radiações são emitidas por um aparelho exterior para a zona onde está o tumor, e a interna ou braquiterapia, em que se inserem pequenos recipientes de material radioativo dentro da próstata para destruir as células cancerígenas.

Dentro destas técnicas mais radicais temos ainda a crioterapia que consiste na utilização do processo de congelação e descongelação do tecido da próstata para eliminar as células tumorais.

Nas terapias complementares mais tradicionais para tratar o cancro da próstata encontramos a hormonoterapia – fármacos utilizados para diminuir ou eliminar a produção de testosterona – e a quimioterapia que vai destruir, através de fármacos, as células do tumor.

Novas opções terapêuticas têm surgido nos anos mais recentes, algumas estão ainda em estudo, sobretudo no campo das chamadas terapias-alvo e da imunoterapia, que podem ser usadas em separado ou em combinação. A imunoterapia consiste em estimular o sistema imunitário para combater as células cancerígenas, enquanto a terapia-alvo usa os fármacos antiangiogénicos que atuam na formação dos vasos sanguíneos por parte do tumor, impedindo que este cresça. O foco na melhoria da qualidade de vida dos doentes tem sido também uma preocupação, no desenvolvimento de novos tratamentos para o cancro da próstata, que permitam ajudar a atrasar o aparecimento de metástases e ao mesmo prolongar a sobrevida global. 

Referências:

https://www.apurologia.pt/pdfs/LivroCancroProstataSpreed.pdf

https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/urologia/cancro-da-prostata/

https://www.institutodaprostata.com/problemas/cancro-da-prostata