QUESTIONÁRIO SOBRE CANCRO DA PRÓSTATA

No âmbito da campanha #VamosTocarNesteAssunto foi realizado um inquérito a doentes com cancro da próstata e seus familiares, promovido pela Associação Portuguesa de Urologia (APU) e pela Associação Portuguesa de Doentes da Próstata (APDP), com o apoio da Bayer.

Conheça as principais conclusões deste questionário.
  • Cerca de 50% dos doentes com cancro da próstata nunca falam ou passam vários meses sem falar com a sua família sobre o cancro da próstata. É fundamental falar com familiares e cuidadores sobre o cancro da próstata.
  • 66% dos inquiridos tinham menos de 65 anos quando foram diagnosticados com cancro da próstata. O diagnóstico precoce é crucial para para aumentar a probabilidade de melhores resultados clínicos.
  • Cerca de metade dos inquiridos (46%) avaliam o seu nível de informação sobre o cancro da próstata no momento do diagnóstico como sendo bastante reduzido, sendo que 26% afirmam mesmo não saber nada.
  • Os inquiridos consideram que a informação sobre a doença (54%) e sobre as opções terapêuticas (41%) são os tipos de informação que consideram fazer-lhes mais falta. É importante estar informado, quer sobre a doença, quer sobre os tratamentos que os doentes têm à sua disposição.
  • No último contacto que tiveram com o SNS, o balanço foi bastante positivo: 73% dos inquiridos foram envolvidos pelo médico nas decisões sobre os cuidados de saúde e os tratamentos para o Cancro da Próstata e 91% afirmam ter sido bem atendidos pelos profissionais com os quais contactaram.
  • O top 3 das principais fontes de informação que são privilegiadas pelos doentes quando pretendem obter informações sobre o cancro da próstata são: em primeira instância o médico especialista (78%), em segundo lugar o médico de família (44%) e em terceiro lugar as associações de doentes (23%). Os canais digitais são referidos por menos de 20% dos inquiridos.
  • 57,5% estão em situação laboral ativa.
  • 68,2% dos inquiridos afirmam ter a doença controlada, o que é possível através do seguimento e tratamento adequado.
  • A monitorização do PSA (Antigénio Específico da Próstata), de extrema importância no seguimento da evolução da doença deve ser realizada regularmente, mas apenas 31,3% dos inquiridos o faz trimestralmente. 26,9% afirmam monitorizá-lo anualmente.
  • 92,5% dos doentes com cancro da próstata tomam medicação para outras condições de saúde, como hipertensão arterial, colesterol elevado, coagulação e diabetes mellitus. As opções de tratamento devem ser discutidas com o Urologista/Oncologista, de forma a não comprometerem as doenças concomitantes.
  • O cancro da próstata tem um impacto considerável na qualidade de vida dos doentes, sendo a função urinária, a função sexual e a saúde mental as categorias mais afetadas, na opinião dos inquiridos.
  • Os exames complementares de diagnóstico podem ser o ponto de partida para promover o debate sobre o cancro da próstata junto do seu médico.
  • 15,6% dos inquiridos não conseguem associar uma palavra ao cancro da próstata, mas alguns associam-nos principalmente a referências negativas, como mau/perigoso (18%), medo (9%) e dor/sofrimento (7%). Surgem também algumas referências positivas, como cura, prevenção e esperança.